A experiência da Sexta-Feira Santa

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“O Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. Foi atormentado pela angústia e foi condenado” (cf. Is 53,6-8).

O Filho eterno do Pai que se fez homem “em tudo semelhante aos seus irmãos, exceto o pecado” morreu por amor a nós. Ele veio habitar entre nós, porém foi rejeitado. Para que os desígnios do Pai se cumprissem era preciso que Jesus fosse até o fim na sua missão. 


Na Sexta-Feira Santa, Nosso Senhor mergulhou no abismo da maldade humana, até onde não existe mais nada. Onde o silêncio de Deus parece ser a única resposta. Onde se tem a sensação que o desespero dos homens teria escapado da presença de Deus. Eis porque, hoje, podemos ir ao encontro de Jesus com as profundas obscuridades d’alma: Ele não julga e não condena; é capaz de vir ao nosso encontro com a sua presença amorosa, para que seja a Graça e não o pecado a vencer as trevas da estupidez e da ignorância.


A celebração da Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor (03), ocorreu às 15h como de práxis e contou a presença maciça de fieis. É o único dia do ano sem celebração da santa Missa. A celebração é estruturada com três partes: a Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Sagrada Comunhão cujas espécies foram consagradas no primeiro dia do Sagrado Tríduo.


Pe. Roberto J. Gottardo,sj, iniciou a sua reflexão, dirigindo-se à atenta assembleia, fazendo memória da trajetória histórica de Jesus como incansável servidor do Reino e fazendo alusão às intervenções de curas e feitos extraordinários, para colher, hoje, os frutos da injustiça, do açoite e da morte no flagelo da cruz. Afrontou tudo com serenidade, dignidade e profundo silêncio.


Continuou Pe. Gottardo dizendo que “na Cruz vemos a monstruosidade do homem quando rompe com Deus (pecado) e se deixa plasmar pelos instintos selvagens, mas vemos também a imensidão da misericórdia de Deus, que não nos trata segundo os nossos pecados, mas segundo a Sua misericórdia”.


E finalizou lembrando de todos os crucificados da história, as vítimas das malditas guerras, os enfermos, as famílias sem teto e os abandonados sob o peso da Cruz. Rezou para encontrem na provação da Cruz a força da esperança, a esperança da ressurreição e o amor de Deus. 


Após a celebração da Paixão do Senhor, foi proporcionado aos fiéis a oportunidade de uma experiência íntima, singular e de profunda comunhão com o Senhor morto na Companhia da Mãe, Maria, no interior da igreja, até às 22h. Uma experiência única e de grande proveito espiritual






 
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