Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Na última terça-feira (24) tivemos o primeiro encontro de formação dos Catequistas da Paróquia Santo Antônio. Indubitavelmente, um momento importante de aprendizado, de reflexão e de entender a responsabilidade sobre a missão que assumimos ao dizer “sim” ao chamado de Deus.
Após a oração inicial conduzida pela catequista Sônia Araújo, o pároco, Padre Roberto J. Gottardo,SJ, falou-nos sobre a importância da Iniciação à Vida Cristã (IVC) estar umbilicalmente conectada à família. Ele nos recordou que a catequese não pode ser vista como uma simples aula, como acontece na escola, mas deve ser uma experiência viva de fé e de partilha, um encontro verdadeiro com Cristo.

A formação cristã começa dentro de casa (igreja doméstica). Os pais são os primeiros responsáveis pela vida eclesial de seus filhos. É no lar que nasce o testemunho, o aprofundamento, o incentivo à oração e à participação na vida da Igreja. Cabe à família compreender que a catequese é um caminho de formação para a vida inteira. Entretanto, constata-se que há crianças que chegam na catequese sequer sabendo rezar a oração do Pai Nosso.

Nós, catequistas, somos chamados a dar continuidade e qualificar a educação cristã. Somos aqueles que, junta à família, assumem a responsabilidade de conduzir, orientar e formar nossos catequizandos segundo os valores do Evangelho. Muitas crianças chegam até nós trazendo suas vivências, suas realidades e, por vezes, suas dores. Por isso, nossa missão exige sensibilidade, preparo e discernimento.

Dentro dessa necessidade de cuidado integral, contamos também com a participação do promotor de justiça da área da infância, Dr. Nilton Cesar Padovan, que nos trouxe orientações fundamentais sobre a questão do abuso infantil. Ele apresentou dados preocupantes e destacou a importância da revelação espontânea - quando a criança encontra no catequista um ambiente seguro para confiar e desabafar.

Apresentou-nos ainda que sucintamente elementos para identificar sinais de alerta, compreender os primeiros indícios do sofrimento da vítima e, principalmente, qual é o nosso papel diante de uma situação assim: acolher, escutar com responsabilidade e agir corretamente dentro dos encaminhamentos necessários.

A comunidade também conta com o apoio da psicóloga Andréia Colombo, que disponibiliza seu trabalho voluntário para acolher, orientar e auxiliar não apenas as crianças que necessitam, mas também os pais e os próprios catequistas. Esse suporte fortalece ainda mais nossa missão.
Encerramos essa noite com a certeza de que ser catequista é muito mais do que transmitir conteúdos. É lançar sementes. É formar corações. É assumir, com amor e responsabilidade, o compromisso de construir um mundo mais cristão.
Quando dizemos “sim” ao serviço, dizemos “sim” ao cuidado com a vida, dom de Deus.
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Na última terça-feira (24) tivemos o primeiro encontro de formação dos Catequistas da Paróquia Santo Antônio. Indubitavelmente, um momento importante de aprendizado, de reflexão e de entender a responsabilidade sobre a missão que assumimos ao dizer “sim” ao chamado de Deus.
Após a oração inicial conduzida pela catequista Sônia Araújo, o pároco, Padre Roberto J. Gottardo,SJ, falou-nos sobre a importância da Iniciação à Vida Cristã (IVC) estar umbilicalmente conectada à família. Ele nos recordou que a catequese não pode ser vista como uma simples aula, como acontece na escola, mas deve ser uma experiência viva de fé e de partilha, um encontro verdadeiro com Cristo.

A formação cristã começa dentro de casa (igreja doméstica). Os pais são os primeiros responsáveis pela vida eclesial de seus filhos. É no lar que nasce o testemunho, o aprofundamento, o incentivo à oração e à participação na vida da Igreja. Cabe à família compreender que a catequese é um caminho de formação para a vida inteira. Entretanto, constata-se que há crianças que chegam na catequese sequer sabendo rezar a oração do Pai Nosso.

Nós, catequistas, somos chamados a dar continuidade e qualificar a educação cristã. Somos aqueles que, junta à família, assumem a responsabilidade de conduzir, orientar e formar nossos catequizandos segundo os valores do Evangelho. Muitas crianças chegam até nós trazendo suas vivências, suas realidades e, por vezes, suas dores. Por isso, nossa missão exige sensibilidade, preparo e discernimento.

Dentro dessa necessidade de cuidado integral, contamos também com a participação do promotor de justiça da área da infância, Dr. Nilton Cesar Padovan, que nos trouxe orientações fundamentais sobre a questão do abuso infantil. Ele apresentou dados preocupantes e destacou a importância da revelação espontânea - quando a criança encontra no catequista um ambiente seguro para confiar e desabafar.

Apresentou-nos ainda que sucintamente elementos para identificar sinais de alerta, compreender os primeiros indícios do sofrimento da vítima e, principalmente, qual é o nosso papel diante de uma situação assim: acolher, escutar com responsabilidade e agir corretamente dentro dos encaminhamentos necessários.

A comunidade também conta com o apoio da psicóloga Andréia Colombo, que disponibiliza seu trabalho voluntário para acolher, orientar e auxiliar não apenas as crianças que necessitam, mas também os pais e os próprios catequistas. Esse suporte fortalece ainda mais nossa missão.
Encerramos essa noite com a certeza de que ser catequista é muito mais do que transmitir conteúdos. É lançar sementes. É formar corações. É assumir, com amor e responsabilidade, o compromisso de construir um mundo mais cristão.
Quando dizemos “sim” ao serviço, dizemos “sim” ao cuidado com a vida, dom de Deus.
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