Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Com a celebração do Domingo de Ramos a Igreja inicia a Semana Santa. Jesus entra humildemente em Jerusalém montado em um jumentinho (cf. Mt 21,1-11) para ensinar que o Reino de Deus não se estabelece pela força, mas pela verdade; não se conquista pela espada, mas pelo amor que se entrega até o fim.
As celebrações deste dia (29) nas comunidades da Paróquia Santo Antônio de Sinop contaram com a presença expressiva de fiéis. Pe. Roberto J. Gottardo, sj, presidiu a Missa das 8h na Matriz. Às 12h30, seguiu com alguns membros do grupo de canto Rainha da Luz e a coroinha Lívia (Todos os Santos) rumo às comunidades da Gleba Mercedes V, onde celebrou às 14h30 na Comunidade Nossa Senhora da Salete, às 16h30 em São José e finalizou às 18h30 em São Marcos. Uma maratona intensa e cansativa, mas fecundo e consoladora.

Durante sua homilia, o Pe. Gottardo abordou diversos pontos das leituras e do Evangelho proposta para esse dia tão importante. Deixou claro não se tratar de rememorar um acontecimento do passado, mas reconhecer que a Paixão do Senhor é uma espécie de espelho onde no qual somos chamados a nos confrontar para ver as dobras do nosso egoísmo e as nossas contradições. É um conflito diário entre o desejo sincero de seguir Cristo até o fim e o confronto com nosso ego, nossos pecados recorrentes e a vontade de satisfazer desejos rasteiros.

Ele continuou afirmando que é fácil seguir um Cristo glorioso, louvar e aclamar efusivamente: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”. No entanto, seguir um Cristo que se entrega até a morte, a morte de cruz – a maior humilhação imposta a um ser humano para cumprir a vontade do Pai – é um desafio, especialmente porque “dentro de nós permanece a ideia de um Deus todo-poderoso e distante, que se impõe e julga segundo os padrões deste mundo, fundada na corrupção e na arbitrariedade do poder”.

Para finalizar, Pe. Roberto enfatizou: “A cruz é o sinal do amor incondicional de Deus para conosco. Os dias da Paixão são uma escola de vida, de cura e de libertação: Jesus não explica a dor, Ele a vivencia conosco. Ele não amaldiçoa a cruz, mas a assume até as últimas consequências. Ele não oferece respostas teóricas e fáceis, mas estende a mão para nos ajudar a compreender a beleza de Deus que se revela no esplendor da Ressurreição: a passagem da morte à vida, da alienação à liberdade”. Lembrou-nos da recomendação de Santo Agostinho: “Olhemos para a Cruz! Ali, encontraremos respostas às perguntas mais difíceis de nossa existência. Nós valemos um Deus crucificado”.

Que esta Semana Santa seja um momento de intensa oração, reflexão e de profunda sintonia com Jesus e com os crucificados da história. Que Deus nos conceda força e nos socorra em nossas debilidades! Seguir Jesus não é moleza. Peçamos a maternal intercessão de Nossa Senhora que acompanhou os suplícios do Filho até o fim.






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Com a celebração do Domingo de Ramos a Igreja inicia a Semana Santa. Jesus entra humildemente em Jerusalém montado em um jumentinho (cf. Mt 21,1-11) para ensinar que o Reino de Deus não se estabelece pela força, mas pela verdade; não se conquista pela espada, mas pelo amor que se entrega até o fim.
As celebrações deste dia (29) nas comunidades da Paróquia Santo Antônio de Sinop contaram com a presença expressiva de fiéis. Pe. Roberto J. Gottardo, sj, presidiu a Missa das 8h na Matriz. Às 12h30, seguiu com alguns membros do grupo de canto Rainha da Luz e a coroinha Lívia (Todos os Santos) rumo às comunidades da Gleba Mercedes V, onde celebrou às 14h30 na Comunidade Nossa Senhora da Salete, às 16h30 em São José e finalizou às 18h30 em São Marcos. Uma maratona intensa e cansativa, mas fecundo e consoladora.

Durante sua homilia, o Pe. Gottardo abordou diversos pontos das leituras e do Evangelho proposta para esse dia tão importante. Deixou claro não se tratar de rememorar um acontecimento do passado, mas reconhecer que a Paixão do Senhor é uma espécie de espelho onde no qual somos chamados a nos confrontar para ver as dobras do nosso egoísmo e as nossas contradições. É um conflito diário entre o desejo sincero de seguir Cristo até o fim e o confronto com nosso ego, nossos pecados recorrentes e a vontade de satisfazer desejos rasteiros.

Ele continuou afirmando que é fácil seguir um Cristo glorioso, louvar e aclamar efusivamente: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”. No entanto, seguir um Cristo que se entrega até a morte, a morte de cruz – a maior humilhação imposta a um ser humano para cumprir a vontade do Pai – é um desafio, especialmente porque “dentro de nós permanece a ideia de um Deus todo-poderoso e distante, que se impõe e julga segundo os padrões deste mundo, fundada na corrupção e na arbitrariedade do poder”.

Para finalizar, Pe. Roberto enfatizou: “A cruz é o sinal do amor incondicional de Deus para conosco. Os dias da Paixão são uma escola de vida, de cura e de libertação: Jesus não explica a dor, Ele a vivencia conosco. Ele não amaldiçoa a cruz, mas a assume até as últimas consequências. Ele não oferece respostas teóricas e fáceis, mas estende a mão para nos ajudar a compreender a beleza de Deus que se revela no esplendor da Ressurreição: a passagem da morte à vida, da alienação à liberdade”. Lembrou-nos da recomendação de Santo Agostinho: “Olhemos para a Cruz! Ali, encontraremos respostas às perguntas mais difíceis de nossa existência. Nós valemos um Deus crucificado”.

Que esta Semana Santa seja um momento de intensa oração, reflexão e de profunda sintonia com Jesus e com os crucificados da história. Que Deus nos conceda força e nos socorra em nossas debilidades! Seguir Jesus não é moleza. Peçamos a maternal intercessão de Nossa Senhora que acompanhou os suplícios do Filho até o fim.






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