Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Na Quinta-feira Santa (02), a comunidade Matriz da Paróquia Santo Antônio de Sinop (MT), celebrou com alegria e grande participação de fiéis, a liturgia da Ceia do Senhor, na qual a Igreja faz memória da instituição da Eucaristia e o gesto profético do Lava-pés, deixados por Nosso Senhor Jesus Cristo na Última Ceia (cf. Jo 13,1-15).
Antes de iniciar a celebração e inspirado no lema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Ele veio morar entre nós” (cf. Jo 1,14) um “mendigo” – fazendo eco da figura que aparece no Cartaz da CF/26 - deitado na porta principal da Igreja deu o tom da missa. As pessoas iam chegando e passavam por ele com total indiferença, apenas algumas crianças demonstraram algum interesse por ele. Nenhuma novidade!

Visando maio proveito espiritual do Lava-Pés foi realizada a encenação do Evangelho repetindo o gesto de Jesus da Última Ceia. O presidente da celebração, Pe. Roberto J. Gottardo, lavou os pés de algumas pessoas que estavam na mesa devidamente preparada no Presbitério entre elas o “mendigo”, e, em seguida, lavou os pés também de algumas pessoas escolhidas aleatoriamente no meio da assembleia.

Pe. Gottardo, iniciou a sua homilia fazendo alguns questionamentos: “Quem você convidaria para participar da “sua” mesa? Você se autoconvidaria para a ceia, sentes-te digno/a de fazê-lo? Quando estás sozinho, a tua companhia lhe é agradável?”. O Evangelho proclamado na liturgia deste dia estupendo suscita as grandes perguntas sobre o sentido da vida, sobre o que é o amor, sobre o que é a Eucaristia, sobre o que é felicidade, sobre o que realmente possuímos, etc. Uma frase calou fundo: “Nós só possuímos de verdade aquilo que doamos”, o resto nos possui (Judas). O sentido último da vida é servir, doar-se e a felicidade está no “em tudo amar e servir”. E por fim, a Eucaristia não é para os puros, mas dos necessitados de amor, é o encontro com Jesus que vai nos purificando.

E concluiu a sua reflexão, dizendo: “Jesus, ao presidir a celebração da Última Ceia e lavar os pés dos discípulos, deixa o maior legado à Igreja tal como a idealizou: não uma instituição burocrática, mas como uma comunidade viva, fundada no amor e no cuidado mútuo, onde irmão e irmãs cuidam uns dos outros, acolhendo e servindo como Jesus o fez. Estes gestos, portanto, não podem ser meramente litúrgicos: devem estar vivos e presentes na vida da comunidade cristã, todas as vezes que nos reunimos para celebrar, partilhar, servir e cuidar uns dos outros, com a mesma humildade e generosidade de Jesus”. E para arrematar: “Se a Eucaristia não nos educa para lavar os pés dos irmãos, ou seja, servir a comunidade, permanece infecunda”.

A Última Ceia foi um momento intenso de partilha e de comunhão entre o Senhor e os seus amigos da caminhada, judas estava presente. A última experiência antes da espessa nuvem traiçoeira, do horror da maquinação do poder das trevas e do terror do Calvário.... Pedimos a graça de aprendermos com Jesus sobre o verdadeiro sentido do amor que é a partilha, a igualdade e o serviço desinteressado ao próximo, “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (cf. Jo 13,1).





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Na Quinta-feira Santa (02), a comunidade Matriz da Paróquia Santo Antônio de Sinop (MT), celebrou com alegria e grande participação de fiéis, a liturgia da Ceia do Senhor, na qual a Igreja faz memória da instituição da Eucaristia e o gesto profético do Lava-pés, deixados por Nosso Senhor Jesus Cristo na Última Ceia (cf. Jo 13,1-15).
Antes de iniciar a celebração e inspirado no lema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Ele veio morar entre nós” (cf. Jo 1,14) um “mendigo” – fazendo eco da figura que aparece no Cartaz da CF/26 - deitado na porta principal da Igreja deu o tom da missa. As pessoas iam chegando e passavam por ele com total indiferença, apenas algumas crianças demonstraram algum interesse por ele. Nenhuma novidade!

Visando maio proveito espiritual do Lava-Pés foi realizada a encenação do Evangelho repetindo o gesto de Jesus da Última Ceia. O presidente da celebração, Pe. Roberto J. Gottardo, lavou os pés de algumas pessoas que estavam na mesa devidamente preparada no Presbitério entre elas o “mendigo”, e, em seguida, lavou os pés também de algumas pessoas escolhidas aleatoriamente no meio da assembleia.

Pe. Gottardo, iniciou a sua homilia fazendo alguns questionamentos: “Quem você convidaria para participar da “sua” mesa? Você se autoconvidaria para a ceia, sentes-te digno/a de fazê-lo? Quando estás sozinho, a tua companhia lhe é agradável?”. O Evangelho proclamado na liturgia deste dia estupendo suscita as grandes perguntas sobre o sentido da vida, sobre o que é o amor, sobre o que é a Eucaristia, sobre o que é felicidade, sobre o que realmente possuímos, etc. Uma frase calou fundo: “Nós só possuímos de verdade aquilo que doamos”, o resto nos possui (Judas). O sentido último da vida é servir, doar-se e a felicidade está no “em tudo amar e servir”. E por fim, a Eucaristia não é para os puros, mas dos necessitados de amor, é o encontro com Jesus que vai nos purificando.

E concluiu a sua reflexão, dizendo: “Jesus, ao presidir a celebração da Última Ceia e lavar os pés dos discípulos, deixa o maior legado à Igreja tal como a idealizou: não uma instituição burocrática, mas como uma comunidade viva, fundada no amor e no cuidado mútuo, onde irmão e irmãs cuidam uns dos outros, acolhendo e servindo como Jesus o fez. Estes gestos, portanto, não podem ser meramente litúrgicos: devem estar vivos e presentes na vida da comunidade cristã, todas as vezes que nos reunimos para celebrar, partilhar, servir e cuidar uns dos outros, com a mesma humildade e generosidade de Jesus”. E para arrematar: “Se a Eucaristia não nos educa para lavar os pés dos irmãos, ou seja, servir a comunidade, permanece infecunda”.

A Última Ceia foi um momento intenso de partilha e de comunhão entre o Senhor e os seus amigos da caminhada, judas estava presente. A última experiência antes da espessa nuvem traiçoeira, do horror da maquinação do poder das trevas e do terror do Calvário.... Pedimos a graça de aprendermos com Jesus sobre o verdadeiro sentido do amor que é a partilha, a igualdade e o serviço desinteressado ao próximo, “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (cf. Jo 13,1).





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