Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Foi celebrada na comunidade Matriz da Paróquia Santo Antônio no último dia 2 de fevereiro, às 19h30, a Missa com a benção da garganta, antecipando a memória litúrgica de São Brás, bispo e mártir da Igreja. A missa foi presidida pelo Pe. Roberto J. Gottardo,SJ, e por tratar-se do dia da Festa da Apresentação do Senhor ministrou a bênção das velas.
Pe. Roberto, fez uma profunda reflexão sobre São Brás cuja devoção perpassa os séculos e permanece atual. A bênção da garganta, com as velas cruzadas, segundo Pe. Roberto em sua homilia, “talvez seja um dos ritos mais singelos e, ao mesmo tempo, mais profundos da piedade popular, o gesto litúrgico que celebramos hoje aponta para algo muito maior: não basta curar a garganta; é preciso cuidar daquilo que sai dela”. A propósito, o mestre Jesus de Nazaré ensinou: “Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior” (cf. Mc 7,14-15).

Fazendo eco a um excelente artigo de Dom Leomar Brustolin (Santa Maria - RS) sobre o assunto afirmou que a garganta é considerada um “território sagrado” por ser passagem da respiração, do alimento e também das palavras que podem ser de bênção ou de maldição (cf. Tg 3,8-9). Quando se recebe a bênção da garganta não é somente a manifestação do desejo da saúde física, mas sobretudo, que Deus purifique a nossa voz, liberte a nossa língua da peçonha, cure nossos impulsos primitivos, silencie nossas agressões e transforme nossa palavra em instrumentos de comunhão e de encontro fraterno.

Como Brustolin, disse: “A bênção de São Brás não é superstição nem devoção desligada da vida. É espiritualidade encarnada, é convite à conversão ao Evangelho, ao cuidado com o que dizemos, ao compromisso de usar a voz para reconciliar, educar e construir pontes”. Infelizmente, muitos “cristãos” transformam a garganta e/ou a língua para espalhar os próprios ressentimentos, mágoas, raivas e ódios. Por isso, a benção tem um sentido tão especial e é sempre atual. São Tiago escreveu: “Aquele que não peca no falar é realmente um homem perfeito, capaz de refrear todo o corpo” (cf. 3,2).

No final, Pe. Gottardo ainda apresentou breves dados relativos a história de São Brás e rezou, acompanhado da assembleia a oração dedicada ao Santo. Em seguida, com a valiosa ajuda dos Ministros, foi ministrada a bênção da garganta aos fiéis: “Que São Brás proteja nossa garganta dos males visíveis e Deus proteja nosso coração de todos os males invisíveis”.

São Brás, rogai por nós.




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Foi celebrada na comunidade Matriz da Paróquia Santo Antônio no último dia 2 de fevereiro, às 19h30, a Missa com a benção da garganta, antecipando a memória litúrgica de São Brás, bispo e mártir da Igreja. A missa foi presidida pelo Pe. Roberto J. Gottardo,SJ, e por tratar-se do dia da Festa da Apresentação do Senhor ministrou a bênção das velas.
Pe. Roberto, fez uma profunda reflexão sobre São Brás cuja devoção perpassa os séculos e permanece atual. A bênção da garganta, com as velas cruzadas, segundo Pe. Roberto em sua homilia, “talvez seja um dos ritos mais singelos e, ao mesmo tempo, mais profundos da piedade popular, o gesto litúrgico que celebramos hoje aponta para algo muito maior: não basta curar a garganta; é preciso cuidar daquilo que sai dela”. A propósito, o mestre Jesus de Nazaré ensinou: “Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior” (cf. Mc 7,14-15).

Fazendo eco a um excelente artigo de Dom Leomar Brustolin (Santa Maria - RS) sobre o assunto afirmou que a garganta é considerada um “território sagrado” por ser passagem da respiração, do alimento e também das palavras que podem ser de bênção ou de maldição (cf. Tg 3,8-9). Quando se recebe a bênção da garganta não é somente a manifestação do desejo da saúde física, mas sobretudo, que Deus purifique a nossa voz, liberte a nossa língua da peçonha, cure nossos impulsos primitivos, silencie nossas agressões e transforme nossa palavra em instrumentos de comunhão e de encontro fraterno.

Como Brustolin, disse: “A bênção de São Brás não é superstição nem devoção desligada da vida. É espiritualidade encarnada, é convite à conversão ao Evangelho, ao cuidado com o que dizemos, ao compromisso de usar a voz para reconciliar, educar e construir pontes”. Infelizmente, muitos “cristãos” transformam a garganta e/ou a língua para espalhar os próprios ressentimentos, mágoas, raivas e ódios. Por isso, a benção tem um sentido tão especial e é sempre atual. São Tiago escreveu: “Aquele que não peca no falar é realmente um homem perfeito, capaz de refrear todo o corpo” (cf. 3,2).

No final, Pe. Gottardo ainda apresentou breves dados relativos a história de São Brás e rezou, acompanhado da assembleia a oração dedicada ao Santo. Em seguida, com a valiosa ajuda dos Ministros, foi ministrada a bênção da garganta aos fiéis: “Que São Brás proteja nossa garganta dos males visíveis e Deus proteja nosso coração de todos os males invisíveis”.

São Brás, rogai por nós.





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